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terça-feira, 16 de abril de 2013

Dicas de especialistas do Berkman Center of Internet & Society da Universidade de Harvard nos Estados Unidos sobre como combater o bullying:

Por AnaMaria Albuquerque - 25/03/2013 às 14:47

O que é bullying?
1) Bullying é um assunto sério. O bullying deixa marcas emocionais e faz com que a aprendizagem seja algo mais difícil de ocorrer.  Tanto as vítimas como os agressores lidam com desafios educacionais, sociais e psicológicos. Devemos prevenir e combater o bullying para garantirmos que todos os jovens possam crescer de forma saudável e feliz. 
2) Bullying não é algo universal. Ao tratar o bullying como algo que pode ocorrer com qualquer um, pode dificultar as práticas de prevenção. Jovens socialmente marginalizados, homossexuais (comunidade LGSBT) e pessoas com necessidades especiais são mais propensos a sofrer de bullying. 
3) Nem todo o tipo de agressão é bullying.  Bullying refere-se a uma agressão psicológica, social e física que possui um padrão repetitivo propagado por pessoas que têm mais poder social ou são mais fortes fisicamente. 
4) Os agressores não são a fonte do problema, eles normalmente são um sintoma de um problema maior. 
5) Bullying está intimamente relacionado a outros tipos de problemas e isso deve ser levado em conta em sua prevenção. 
6) Não existe solução que seja adequada ou válida para todos os casos. 
7) As políticas públicas devem ser capazes de financiar programas de prevenção ao bullying. 
8) As práticas de tolerância zero para combater o bullying escolar são ineficazes. 
9) Todas as intervenções devem ser avaliadas. 
10) Desenvolver habilidades interpessoais é essencial para prevenir o bullying escolar. 
11) Dar suporte emocional é fundamental para combater e prevenir o bullying escolar. 
12) Adultos - em especial educadores - precisam ser treinados para prevenir e combater o bullying escolar. 
13) As testemunhas possuem um papel crucial, mas também necessitam de suporte emocional. 
Bullying no contexto digital:
14) Cyberbullying não é uma prática invisível ou discreta e não precisa ser lidada de forma separada. Apesar das interações virtuais poderem complicar a dinâmica do bullying, o que acontece online normalmente está intimamente interligado com o que acontece presencialmente. 
15) Cyberbullying é mais visível, mas não é mais comum. O que acontece online normalmente é mais visível aos adultos, mas isso não significa que produza mais danos aos jovens. Estudos mostram que o bullying presencial é mais comum - e os jovens afirma que o bullying presencial tem um impacto negativo ainda maior do que o bullying virtual. 
16) Cyberbullying não deve ser visto como algo diferente. Devido ao fato de o cyberbullying ser algo novo ou diferente, escolas, pais e gestores de políticas públicas acabam gastando muito tempo focando no que é novo ou diferente entre o bullying virtual e o bullying presencial, desperdiçando tempo ao invés de olhar este fenômeno de forma holística e como um todo. 
17) É importante desenvolver ações de prevenção ao bullying que alcance os jovens. 
18) Devemos fazer trabalho de prevenção ao bullying levando em consideração a cultura de ódio e crueldade existente em nossa sociedade. 
19) Crueldade gera atenção, por isso devemos encontrar formas de celebrar o positivo e o não o negativo. 
20) Devemos criar uma cultura juvenil que enfatize os aspectos positivos e a generosidade. 
Referências:
BOYD, Danah & PALFREY, Jonh. What you must know to help combat youth bullying. meannes and cruelty. Disponível em: http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=2197993 >. Acesso em: 25 de março de 2013.

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