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terça-feira, 16 de abril de 2013

Como os pais podem identificar se seu filho é um agressor de cyberbullying? E o que fazer nestas horas?

Por AnaMaria Albuquerque - 16/04/2013 às 09:27


Seguindo uma sugestão de um comentário de uma professora para o blog do bullying, gostaria de citar os principais sinais emocionais apresentados por agressores de cyberbullying, tais como:
  • desrespeitam a hierarquia familiar;
  • manipulam pessoas para se livrar das confusões em que se encontram;
  • portam-se como se nada de errado estivesse acontecendo e com arrogância;
  • mudam rapidamente de tela ou fecham programas quando  alguém chega perto;
  • usam computadores até altas horas da noite;
  • ficam triste de forma exageradamente incomum quando não pode usar o computador;
  • usam múltiplas contas de internet ou uma conta que não é sua;
  • riem de forma excessiva quando usam o computador e não querem compartilhar o motivo do humor;
  • evitam discutir sobre o que está fazendo na internet, mostrando-se defensivo nessas horas;
  • ficam nervosos ao usar a internet;
  • apresentam comportamentos hostis e agressivos em relação aos pais e outros familiares;
  • Apresentam com alguma frequencia, consumo abusivo de álcool e cigarros.
Mas o que os pais podem fazer para prevenir e para lidar com o problema em casa?
É muito importante que os pais estejam sempre atentos. Caso seja necessário, deve-se procurar ajuda profissional de um especialista em saúde mental como, por exemplo, um psicólogo ou um psiquiatra para tratar o problema com ajuda terapêutica, pois quando os comportamentos de cyberbullying do agressor não são trabalhados e os limites impostos, problemas mais sérios de violência na vida adulta podem também acontecer, com sérias consequências em relação à justiça e á sociedade, como se envolver em gangues ou comportamentos ilícitos. Um dos fatores-chave para a prevenção do cyberbullying em casa, tanto com relação às vítimas quanto aos agressores, está na existência de um diálogo franco e aberto, entre pais e filhos, sobre vida online. Muitos pais se sentem intimidados pelo fato de seus filhos saberem muito mais sobre ciberespaço, mas é importante ressaltar que muita das regras que visam proteger os filhos em ambientes presenciais servem também para os ambientes virtuais. Por exemplo, orientações como: "todo cuidado é pouco ao falar com estranhos", ou interessar-se um pouco mais para saber com quem os seus filhos estão se comunicando, etc. Estas orientações são sempre bem-vindas.
Referências
ALBUQUERQUE-LIMA, A. M. Cyberbullying e outros riscos na internet: despertando a atenção de pais e professores. Editora Wak: Rio de Janeiro, 2011.

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