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terça-feira, 16 de abril de 2013

Como lidar com os fatores de risco e proteção ao bullying escolar?

Por AnaMaria Albuquerque - 18/02/2013 às 09:51


Segundo Dell"Aglio e Santos (2011) os fatores de risco são considerados como aqueles que se relacionam com todo o tipo de eventos negativos na vida e que quando ocorrem podem predispor a pessoa a apresentar problemas físicos, sociais ou emocionais. Sob esta ótica, podemos considerar que as situações de bullying escolar podem gerar problemas de saúde físicos, emocionais e também problemas sociais. Contudo, por mais que a literatura sobre bullying procure delimitar os principais fatores de risco envolvidos, por outro lado, podemos nos perguntar: por que em uma escola com clima escolar hostil, alguns alunos sofrem e adoecem com o bullying escolar e outros não? Uma das respostas decorre do fato de que não é possível delimitar de forma exata os fatores de risco e de proteção ao bullying escolar, pois o que é considerado fator de risco para um aluno pode ser para outro fator de proteção e um exemplo de comportamento a não ser seguido. Assim, um evento potencialmente estressor tem impactos diferenciados entre os alunos das escolas e para um mesmo estudante em diferente momentos de sua vida. 
Portanto, um evento-chave indicador de risco, por exemplo, que é de visualizar o bullying cometido a um aluno como parte de uma plateia, pode não se constituir como tal. Para que isso ocorra é necessário que haja uma interação particular de eventos anteriores e posteriores ao evento-chave indicador de risco. Assim, no caso de um aluno que visualize um padrão de agressão repetitivo contra outro estudante ele pode reforçar o comportamento de bullying do agressor à vítima ao rir da situação, como também pode ser aquele que irá denunciar a agressão escolar e por isso ser um fator de proteção e assim tentar resolver o problema ao acionar mecanismos de proteção que possa existir na escola para combater este tipo de violência escolar. Daí a importância de fazer um trabalho preventivo ao bullying envolvendo a plateia. 
Desta forma, enquanto os fatores de vulnerabilidade podem exarcerbar os efeitos das condições adversas, por outro lado, os fatores de proteção os amortecem. Assim, os fatores de proteção referem-se às influências que favorecem reações e respostas pessoais positivas a determinados comportamentos de risco e se referem à maneira como o indivíduo lida com as mudanças e as experiências adversas, tais como a de ser vítima de bullying escolar. Também ressalta o fato de os fatores de proteção poder estar relacionados a características de personalidade (autoestima), aos laços afetivos dentro da família (coesão e harmonia familiar) e à disponibilidade de sistemas externos de apoio que ajude o indivíduo a lidar melhor com as circustâncias da vida (como uma escola que possua uma programa de prevenção e combate a violência escolar).
Outro fator de proteção importante é o conceito de resiliência para que possamos compreender melhor o porquê de alguns alunos adoecerem em situações de bullying escolar e outros não. Segundo Dell"Aglio e Santos (2011), a resiliência é uma resposta adaptativa à adversidade, envolvendo não somente características individuais, como também os sistemas de relações que envolvem este aluno. Assim, trabalhar a resiliência dos alunos é uma forma da escola promover a saúde escolar e a prevenção de doenças relacionadas ao fenômeno do bullying presencial e virtual. 
Referências
DELL"AGLIO, Débora; SANTOS, Lene. Em: SILVA, Eroy Aparecida; DE MICHELLI, Denise (orgs). Adolescência, Uso e Abuso de Drogas: Uma Visão Integrativa. São Paulo: Fap-Unifesp, 2011. 

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